Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Abril, mês da Revolução.

Como estamos em Abril, vêm sempre á memória o famoso dia 25 de 1974 que nos trouxe a liberdade. Ora andando eu a folhear uma revista da actualidade, deparei com um artigo que me deixou estupefacto com a atitude tomada pelo vice-almirante Rosa Coutinho nesse longiquo ano. Rosa Coutinho nessa altura foi presidente da Junta Governativa de Angola de 24 de Julho de 1974 até 28 de Janeiro de 1975 e em 22 de Outubro de 1974 aparece uma carta escrita por ele ao seu amigo Agostinho Neto que dizia o seguinte:

 «Camarada Agostinho Neto, dá instruções secretas aos militantes do MPLA para aterrorizarem por todos os meios os brancos, matando, pilhando, incendiando a fim de provocar a sua debandada de Angola. Sede cruéis sobretudo com as crianças, as mulheres e os velhos para desanimar os mais corajosos.»

 Perante isto, cada um que tire a sua conclusão, mas no minimo se isto foi verdade, não deixa de ser vergonhoso.

 Rosa Coutinho, hoje com 82 anos a viver em Lisboa, desmente a carta, dizendo que foi uma falsificação para o caluniar, mas o que é certo é que ela exis-te e assinada por ele.

 Como recordar é viver, aqui vai uma canção que muita gente se lembra, pois passava muito na rádio e na tv, cantada por Ermelinda Duarte, mas também vale a pena ver mais videos aqui inseridos.

      

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publicado por Filipe Costa às 23:37
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3 comentários:
De guilherme fernandes a 15 de Setembro de 2008 às 23:03
Caro Filipe, antes de mais, felicito-te pelo blog que pelas características adquiridas me parece ser um projecto precursor na freguesia.
Não posso, contudo, deixar passar este post sem qualquer tipo de comentário.
Valorizo a referência ao 25 de Abril, no entanto parece-me de muito mau gosto o desenvolvimento que é dado ao referido post .
Certo de que és conhecedor da história recente de Portugal e mais concretamente do 25 de Abril, devo, portanto, assinalar que o post em causa revela um profundo desprezo por tudo aquilo que foi o momento libertador de um povo.
Portanto, o 25 de Abril não se resume a uma suposta carta enviada pelo vice-almirante Rosa Coutinho a Agostinho Neto.
A data em causa representa a luta de um povo, ao longo de 40 anos, pela liberdade, por uma escola pública e gratuita para todos, por um serviço nacional de saúde universal, por emprego com direitos, enfim por tudo aquilo que alcançamos e hoje nos é retirado.
Tal como referi atrás, o 25 de Abril marca a libertação de um povo, o povo português, do jugo fascista em que Portugal tinha imergido á 48 anos atrás e, portanto mais uma vez refiro que o post por ti elaborado carece de exactidão e respeito pelos milhares de portugueses que pereceram na busca da liberdade.
Saudações.


De Filipe Costa a 16 de Setembro de 2008 às 11:37
Caro Guilherme antes de mais obrigado pelos elogios ao blog e pelo comentário.
Eu não quis fazer aqui uma resenha do que foi o 25 de Abril, pois já toda a gente o sabe. Não foi eu que fiz a história e sempre me ensinaram a história de Portugal contando os grandes feitos épicos e escondendo as partes más. Neste caso e é a minha simples opinião, todos devêmos lutar pelos nossos ideais, mas se a liberdade de um povo têm que ser feita á custa do sangue dos velhos, das mulheres e principalmente das crianças eu prefiro continuar a ser politicamente escravo. Esta carta chamou-me a atenção por isso mesmo, também há que dar a conhecer os erros que se cometeram, sem descurar o valor que teve o 25 de Abril para nós. Ainda há pouco tempo passou uma boa série na rtp que nos mostrou bem o que foi a descolonização.
cumprimentos.


De guilherme fernandes a 16 de Setembro de 2008 às 12:41
Caro Filipe, é com naturalidade que, reconheço os erros ocorridos durante e no pós 25 de Abril, ou não fosse ele feito por homens e mulheres. Contudo, os feitos e o progresso social alcançados são superiores aos erros cometidos e, portanto, o 25 de Abril deve ser relembrado como o dia da libertação do povo português.
E não, não é verdade que o conteúdo da Revolução de Abril seja do conhecimento geral. Nas escolas, por exemplo, o momento em causa apenas abarca umas duas escassas páginas e a ofensiva ideológica contra o 25 de Abril é tão ou maior que a que vem da ala mais reaccionária portuguesa.
É, portanto, necessário valorizar o 25 de Abril pelo que verdadeiramente foi e não por um ou outro erro que possivelmente possa ter ocorrido.
Devo relembrar que as pessoas educam-se, e é bom que elas saibam que os direitos que hoje lhes estão a ser retirados, tais como o direito ao emprego, à habitação, à saúde, à educação, entre muitos outros, foram conquistas de Abril.
Saudações.


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