Sexta-feira, 17 de Abril de 2009

Como os Judeus festejam a Páscoa

Como ainda estamos em clima Pascal aqui vai um texto que nos explica um pouco de como é comemorada a Páscoa por outras culturas diferentes da nossa. Este texto foi copiado do iol diário. 

 

 

Os judeus comemoram a Páscoa com um duplo sentido, religioso e político, celebrando a libertação da escravidão no Egipto e ao mesmo tempo o nascimento da nação israelita enquanto entidade soberana.

Por isso, é «muito raro os judeus, mesmo os menos devotos, não comemorarem a Páscoa», dada a vertente política, referiu à Lusa Eliezer di Martino, rabino da comunidade judaica de Lisboa.

Ponto fulcral do calendário religioso judaico, a Páscoa celebra-se no mês do calendário judaico de Nissan, que normalmente corresponde ao início da Primavera, festividade que se inicia na primeira lua cheia após o equinócio da Primavera e se prolonga por sete dias em Israel e por oito dias nas comunidades judaicas fora de Israel (diáspora).

«O calendário judaico segue o calendário lunar. Por isso, quando a lua cheia surge em Israel o mesmo não acontece em outros locais. Resolveu-se o problema acrescentando um dia aos festejos na diáspora, de modo a garantir que sejam em simultâneo com os festejos em Israel», explicou.

Judeus e cristãos quase festejam ao mesmo tempo

Raramente coincide com a Páscoa cristã, que se comemora no primeiro domingo de lua cheia depois do equinócio de Primavera, mas este ano são quase simultâneas: os judeus iniciam a Páscoa na quarta-feira, os cristãos celebram-na quatro dias depois.

A Páscoa (Pessach) é a recordação da saída dos filhos de Israel do Egipto, tal como está relatada no Livro do Êxodo, na Bíblia, incluindo as dez pragas lançadas por Deus sobre os egípcios para os obrigar a libertar os israelitas.

Para além deste sentido de libertação, significa também a celebração do nascimento do povo judaico como tal. «Até à saída do Egipto os israelitas eram uma entidade tribal, familiar, dos filhos de Jacob, que viviam juntos, partilhavam costumes, tradições e projectos, com a novidade, para a época, de acreditarem num Deus único», referiu.

O Faraó só deixou os israelitas sair após 10 pragas, a décima das quais foi a exterminação dos primogénitos. Os judeus foram poupados porque, de acordo com as instruções de Deus a Moisés, assinalaram as suas portas com o sangue de um cordeiro imolado.

Daí o termo Pessach (passagem), que assinala a passagem do anjo da morte sobre todas as casas no Egipto, poupando as dos judeus. Ao longo da Páscoa judaica não se come nada que seja levedado a partir dos cinco cereais típicos da alimentação judaica: trigo, cevada, aveia, centeio e espelta (trigo vermelho).

Nesses dias come-se pão ázimo, feito com a mistura de água e farinha e sem levedar. Com isto, os judeus recordam que os seus antepassados, na fuga do Egipto, não tiveram tempo para deixar levedar a massa do pão, comendo o pão não fermentado.

Sendo a Páscoa um período de purificação espiritual, os judeus aproveitam para fazer uma limpeza nas suas casas, eliminando todos os produtos fermentados e queimando o lixo.

O ponto alto da festa da Páscoa é na véspera do 1º dia (2º dia na diáspora): faz-se a ceia da Páscoa judaica (Seder), refeição com todas as gerações de cada família e durante a qual se cumpre a obrigação de transmitir aos mais jovens os acontecimentos que levaram à saída do Egipto.

O ritual inclui leituras da Bíblia e a representação teatral e musical da fuga do Egipto.


 


publicado por Filipe Costa às 18:30
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2 comentários:
De umbreveolhar a 18 de Abril de 2009 às 02:26
Amigo Filipe,
Gostei de ler este texto informativo e muito pormenorizado da forma como os judeus festejam a Páscoa.
Um grande abraço e desejo-te um óptimo fim de semana,
Carlos Alberto Borges


De Filipe Costa a 20 de Abril de 2009 às 12:35
Olá Carlos.
Desculpa só responder-te agora, mas este fim de semana foi um pouco complicado eu andar por aqui.
Realmente este texto demonstra de uma forma simples, tradições milenares que não deixam de ser interessantes.
Estás a ficar um grande poeta. Dá a ideia que é tudo uma questão do 'querer'.
UM grande abraço!


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